"Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada."
Álvaro de Campos, Fernando Pessoa
sexta-feira, 6 de junho de 2008
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1 comentário:
Parabéns pelo blog. Boas escolhas musicais, literárias e de imagens. Bons textos, também.
Com que então fadista?! Tens de me mostrar. Gosto de fado e conheço algumas coisas.
Já não oiço de ti há uns tempos...
Abraço,
Duarte
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